Os quatro PMs que deram de cara com o bando em São Conrado contam que já tinham informações da presença dos bandidos. Segundo eles, o 23º BPM (Leblon) informou que o bando sairia de uma festa.
O sargento Juan Hornero afirma que o grupo, com cerca de 60 criminosos — divididos em motos, duas vans e dois carros de passeio, fortemente armados e vestindo coletes — sairia ou da Rocinha ou do Vidigal.
— Estávamos em comboio naquela região, mas não esperávamos que eles fossem tantos. Se a informação fosse mais precisa, a ação seria melhor — diz.
Os policiais seguiram os bandidos até a Avenida Aquarela do Brasil. Uma das vans encurralou-os, e aí começou a troca de tiros, que durou 40 minutos. Os disparos vinham de frente, de motos que faziam o cerco, e do alto da Rocinha.
— No local ficou tudo cheio de furos. A nossa viatura também foi alvejada — disse o soldado Augusto Malafaia.
Outra viatura, com dois oficiais, veio dar reforço na troca de tiros. Em uma delas, um PM foi baleado no braço, mas passa bem.
O confronto cessou quando uma das mulheres do bando, Adriana dos Santos, foi baleada e morreu. Os PMs avançaram e os bandidos se dispersaram. Um grupo entrou no Hotel Intercontinental. Outro fugiu por condomínios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário